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Edifício London
Autor(a): Lucas Arantes
ISBN: 97885638553145
Lançamento: 08/11/2012
Formato: 10,5 X 21cm
110 paginas
Preço: R$ESGOTADO

Com 110 páginas, o livro apresenta o espetáculo Edifício London na íntegra, com a contra capa assinada pelo diretor da companhia Os Satyros, Rodolfo García Vázquez. O livro é o segundo número da coleção Rascunho (o primeiro é de José Chiavenato, intitulado "Nada Não, Só Câncer"), que tem por objetivo publicar textos inéditos que tenham qualidade e custo econômico. 


"Atento à sociedade voraz que nos cerca, o dramaturgo Lucas Arantes se aventurou a escrever uma tragédia contemporânea tendo como ponto de partida um famoso caso de homicídio ocorrido em São Paulo, em 2008. O texto chama a atenção por utilizar um formato fragmentado e, às vezes, expressionista para evidenciar o pensamento filosófico subjacente às ações das personagens. Buscando ir além dos conhecidos eventos que envolveram aquela história, devorada nos mínimos detalhes pela mídia, o autor traz para o universo do palco os mitos fundadores da civilização ocidental revistos pelos olhos das tragédias contemporâneas, criando uma metáfora universal sobre a lenda do assassinato intrafamiliar. Lucas nos apresentou o texto e nos interessamos em produzi-lo para a estreia nos palcos . Como nós d´Os Satyros entendemos que a arte só vale como desafio estético e reflexivo para uma sociedade mutante, a obra nos pareceu ideal, até mesmo necessária, neste momento histórico em que vemos a redefinição de conceitos como família, sangue e afetos. A obra de Lucas Arantes dialoga radicalmente com essa realidade, provocando-nos a repensar o mundo familiar" - Rodolfo García Vázquez, fundador da companhia Os Satyros ao lado de Ivam Cabral.

"Quando a realidade não da conta de suplantar os mistérios, de esclarecer os motivos de determinados desvios sociais, a arte busca preencher o vazio desse mistério com perguntas e soluções possíveis. Discutir o papel da arte como crônica do seu tempo, expandido a noção de notícia para uma perspectiva artística, descobrindo outras possibilidades na mudança deste ponto de vista, permearam toda construção ficcional, lançando novas luzes sobre a realidade ao trazer a reflexão da mesma de uma maneira estética. Os noticiários nos atingem de forma agressiva e falta tempo para digerir tantas informações. Com isso, todas as notícias se tornam superficiais e se mostram incapazes de atribuir novos significados à realidade, sendo esta, impossível de ser conhecida completamente. Na escrita deste espetáculo, não houve a necessidade de assemelhar-se com o real, mas sim buscar uma simulação para instaurar a dúvida sobre o princípio de realidade. Pretende-se ultrapassar o efeito do real, criando, por meio da interseção entre o sonho e a realidade, uma terceira dimensão.Uma peça de teatro escrita será sempre diferente da transfiguração das mesmas palavras para o palco. A cena tem uma urgência do seu tempo e de outros criadores com seus tempos. O espetáculo se justifica por ele mesmo. O texto também se justifica, mesmo que isoladamente. Um texto de teatro terá sempre as suas grandezas e equívocos, assim como um espetáculo teatral. Por isso ambos dialogam e se completam. Por isso a necessidade de se publicar uma peça de teatro. E também de sua encenação" - Lucas Arantes


"O jornal é uma espécie de psicólogo social. Quando uma tragédia anunciada ocorre, ele busca organizar o luto de uma sociedade inteira. A notícia é a presentificação de um marco. Quanto mais tempos os noticiários anunciam um fato, mais marcante esse acontecimento é. A diferença é que o luto não é eterno. Com o tempo, outras fissuras vão sendo criadas na sociedade, novos acontecimentos que os jornais precisam falar. Eventualmente, algumas tragédias são lembradas em datas comemorativas como um marco para suplantar a dor dessa falha social, desse bolo de pessoas que se reuniram para tentar fugir da morte. Aos poucos, nós vamos esquecendo e os jornais também. Mas quando o jornal não dá conta de suplantar o mistério, de esclarecer os motivos, de responder as perguntas de um acontecimento, a arte tenta cumprir o seu papel de eternizar o enigma" - Trecho da peça Edifício London

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